Instituto Brasileiro de Museus

Museu Villa-Lobos

Histórico

No ano seguinte à morte do compositor, por inspiração de sua segunda mulher – Arminda Neves d’Almeida, a “Mindinha” -, é criado o Museu Villa-Lobos, com a finalidade de preservar o seu acervo e divulgar a sua obra.

O empenho de Arminda é fundamental para que o processo de criação do museu seja rápido. Em 13 de junho de 1960, o Ministro da Educação e Cultura, Clóvis Salgado, encaminha a proposta de criação do Museu Villa-Lobos ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, que, no dia 22 do mesmo mês, assina o decreto Nº 48379, formalizando sua criação.

Arminda Villa-Lobos na primeira sede do Museu Villa-Lobos, no nono andar do Palácio Gustavo Capanema, centro do Rio de Janeiro, 1978

Em 24 de janeiro de 1961, a portaria nº 25 do Ministério de Educação e Cultura designa Arminda Villa-Lobos diretora do Museu, cargo que exerce durante 24 anos até seu falecimento, em 5 de agosto de 1985. Desde então a instituição teve os seguintes diretores: a pianista Sônia Maria Strutt (1985-1986); o violonista Turibio Santos (1986-2010); o musicólogo Luiz Paulo Sampaio (diretor interino entre 2010 e 2011); o pianista e compositor Wagner Tiso (2011-2016); e o administrador Rudival Figueiredo (diretor interino entre 2016 e 2017). Desde 2017, o Museu Villa-Lobos é dirigido pela flautista e gestora cultural Claudia Castro.

Ao longo desses anos, paralelamente à preservação e à contínua conservação do legado de Villa-Lobos em partituras, documentos e objetos, o Museu também tem desenvolvido diversos projetos nas áreas cultural e educativa, através, entre outros, da edição de livros e discos, da realização de festivais, concursos internacionais e concertos didáticos, além do atendimento à pesquisa.

Inaugurada em 27 de fevereiro de 1961, a antiga sede do Museu Villa-Lobos ocupava parte do 9º andar do Palácio Gustavo Capanema (também conhecido como Palácio da Cultura), no Centro do Rio. A partir de 1986, o Museu passou a funcionar no bairro de Botafogo, em um casarão do século XIX, tombado, em 1982, pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN (atual IPHAN).

Seu atual ambiente de exposição conta com três salas, todas de múltiplo uso, que abrigam exposições, exibições de vídeos, concertos didáticos e pequenos recitais. A estrutura técnica conta ainda com três reservas técnicas e uma biblioteca aberta ao público.

Fazem parte do prédio jardins e uma concha acústica que permitem eventos ao ar livre.